A adoção de IA nas empresas começa antes da escolha da tecnologia

13/jul/2026
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Andre Portella
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Tenho acompanhado muitas empresas que iniciam suas discussões sobre inteligência artificial com a mesma pergunta:

Qual é a melhor IA e o que devemos contratar?

Essa pergunta é importante, mas não deveria ser a primeira. O ponto de partida precisa ser a estratégia do negócio.

Não existe uma única inteligência artificial capaz de atender a todas as necessidades de uma organização. O cenário é semelhante ao de um smartphone: diferentes aplicativos são utilizados para diferentes finalidades. Nas empresas, cada problema pode exigir uma combinação específica de modelos, plataformas, dados e soluções.

Por isso, adotar IA não significa simplesmente contratar uma ferramenta.

A adoção de IA é um processo de transformação empresarial.

A tecnologia pode apoiar objetivos distintos, como:

  • reduzir custos operacionais;
  • aumentar produtividade;
  • acelerar decisões;
  • melhorar a experiência do cliente;
  • elevar a qualidade dos serviços;
  • desenvolver novos produtos;
  • criar novas fontes de receita.

Independentemente do objetivo, a implantação de IA gera impactos que vão muito além da área de tecnologia.

Processos precisam ser redesenhados. Atividades serão automatizadas. Papéis e responsabilidades serão revistos. Profissionais precisarão ser capacitados, realocados ou preparados para novas funções.

Na minha experiência, projetos de IA só se sustentam quando são estruturados sobre três dimensões inseparáveis: Tecnologia, processos e pessoas.

Quando uma dessas dimensões é ignorada, aumentam significativamente os riscos de baixa adoção, desperdício de investimento, soluções isoladas e projetos que nunca conseguem escalar.

Outro erro frequente é iniciar dezenas de experimentos sem critérios claros de priorização.

Escolher por onde começar exige uma avaliação estruturada dos casos de uso, considerando fatores como:

  • alinhamento com a estratégia da empresa;
  • relevância do problema de negócio;
  • disponibilidade e qualidade dos dados;
  • viabilidade técnica;
  • riscos e requisitos de governança;
  • impacto sobre processos e equipes;
  • potencial de escala;
  • retorno financeiro e operacional.

Isso vale tanto para IA analítica quanto para IA generativa, agentes de IA e automação inteligente.

Não existe uma receita única para adoção de IA.

Cada empresa possui prioridades, cultura, maturidade, dados, processos e objetivos diferentes. O papel de uma estratégia de adoção é justamente transformar esse contexto em um portfólio de iniciativas priorizadas, mensuráveis e escaláveis.

Antes de perguntar “Qual IA devemos contratar?”, os líderes deveriam responder a questões mais importantes:

Que problemas queremos resolver?

Que resultados queremos alcançar?

Quais mudanças organizacionais estamos preparados para realizar?

A tecnologia é uma parte fundamental da resposta. Mas o verdadeiro valor da IA surge quando estratégia, processos, pessoas, dados e governança caminham juntos.

E na sua empresa: a discussão sobre IA já começou pela tecnologia ou pelo problema de negócio?

Converse com nossos especialistas e entenda como podemos colaborar no processo adequado de Adoção de IA em sua organização.

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